quarta-feira, 18 de novembro de 2009

ESCOLA UMBUZEIRO - JACOBINA/BA/BR

Escola Sustentável do Semiárido! Essa é a definição da ESCOLA UMBUZEIRO, projeto desenvolvido pelo Instituto de Permacultura da Bahia (IPB), em parceria com o Programa Desenvolvimento e Cidadania da Petrobrás. A semente para a construção da Escola surgiu durante o desenvolvimento do Projeto Policultura no Semiárido, vencedor do Prêmio Tecnologia Social 2007, da Fundação Banco do Brasil. Hoje, no Centro de Treinamento e Aperfeiçoamento de Jacobina, situado na BA 131, o evento de lançamento reuniu agricultores-educandos dos municípios de Caém, Serrolândia, Umburanas, Várzea da Roça, Ourolândia e Cafarnaum. Por meio de apresentações culturais, exibições de vídeos e explanação a respeito das instituições e suas respectivas ações sociais, os coordenadores Dirce Almeida e Alan Guedes, bem como Luís Carlos, representante do setor de Comunicação Institucional da Petrobrás, reforçaram a importância de ações como essa em prol do desenvolvimeto sustentável do semiárido.


Um coquetel recheado com a culinária regional encerrou as atividades do dia reunindo o público, ávido por informação e tão criativo quanto às alternativas de convivência com o semiárido.
















O intuito do evento é discutir estratégias de sustentabilidade para o semiárido, aperfeiçoando a formação de jovens e adultos em educação popular rural. Metade deles já participaram do Projeto Policultura. Através da Escola Umbuzeiro, mais de quarenta alunos se tornarão multiplicadores de conhecimento, prestando assistência a famílias do semiárido e fortalecendo a identidade do educador popular. Algumas instituições parceiras serão fundamentais para a realização do Projeto: Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Conselho do Território do Piemonte da Diamantina (CODEP), Cooperativa de crédito (ASCOOB), Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Várzea da Roça, Umburanas e Serrolândia etc.

A Escola Umbuzeiro será itinerante. No período de 11 meses estão previstos encontros mensais em diferentes municípios do semiárido baiano e, ainda, um encontro no estado da Paraíba.

Vale a pena participar, prestigiando um trabalho tão rico e voltado para a cultura local. Seja você também um colaborador, disseminando ideiais e socializando idéias!

sábado, 7 de novembro de 2009

ONOMATOPÉIAS


Coincidências...


A Primeira Visão de um mundo em Regeneração!
Quando a Energia Individual interliga-se ao Universo, descobertas conscientes iluminam a Alma
Enquanto rimos, Conflitos entram em combate com resquícios de Razão
Mas é preciso estar em permanente estado de Oração, positividade...
Enquanto caminhamos para isso, partes de Pensamento - envolvidas na aura tão humana – deslocam-se na mente entre ilusões e reflexos da realidade
Os Sonhos... esses sim são o alimento da vida!
Juntamente com eles, nossa Missão se apresenta de modo cada vez mais claro diante do dia-a-dia que atormenta, alegra, sufoca, surpreende!
Eis que o Tempo passa... o relógio não para e os ponteiros insistem em transcorrer naturalmente a sua função, num quase eterno e harmonioso


TIC-TAC TIC-TAC TIC-TAC...

domingo, 25 de outubro de 2009

NOSSO VERDADEIRO OURO!




Durante a última semana tivemos o privilégio de receber na nossa cidade a equipe da Casa de Cultura Baiano das Astúrias, com sede em Guarujá/SP, coordenada pelo jacobinense seu Osvaldo, em parceria com o cineasta, ator e dublê, Tony Valentte. Pudemos contemplar a produção de curtas-metragem com fins sócio-educativos, bem como produzir nossos próprios roteiros, através de oficinas. O lançamento das produções será no próximo dia 27, às 20h, no Centro Cultural de Jacobina. Sinta-se convidado a deleitar a variedade cultural de nossa região. Vale a pena conferir o resultado desse momento histórico da terra dos payayás. Primeiro passo para execução de tantos projetos debatidos, mas ainda não executados frente ao pouco incentivo do poder público municipal. É a sociedade civil organizada fazendo a diferença! Paralelamente aos curtas, está sendo gravado o filme UM BRASILEIRO SONHADOR, qe se baseia na vida de Seu Osvaldo. Jacobina é um dos belos cenários deste trabalho rico e único. Alguns vídeos estão disponíveis no youtube. Divirtam-se com os bastidores das gravações.
É só acessar:
http://www.youtube.com/watch?v=Kqh40Yu51dw
http://www.youtube.com/watch?v=RnVOnrE1Zdo&feature=player_embedded
Fotos disponíveis no orkut Verusa Pinho

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

"Olhares fortalezenses"











“Pela estrada afora” concurseiros viajam rumo ao Ceará. Da Bahia, de Pernambuco e variados estados brasileiros jovens, adultos, senhores e senhoras reforçam o lema “nunca é tarde para começar”! Quase à meia noite, saímos do ponto de encontro de Petrolina, localizado na Praça da Catedral, e paramos no ponto de apoio ao som de um forró pé de serra que anunciava a magia do lugar a ser visitado pelo grupo.

Primeira parada na madrugada: Salgueiro/PE. No balcão da lanchonete, cordéis com as histórias sem tolerância de Seu Lunga atraem a atenção dos turistas ávidos por informação. Autoria de jornalistas e escritores fortalezenses, a literatura popular encanta e arranca risos dos visitantes. Segunda parada: Jaguaribe/CE. Artes em madeira, detalhes em tecido. Ao som de música clássica instrumental, nos deliciamos com um café da manhã self service, um tanto salgado para os bolsos pós-estudantis. Pela BR 116, vemos muitas motos, caminhões e buracos que são alvo de obras e motivo dos tantos desvios feitos pelo motorista-adrenalina. Com um sotaque próprio do Ceará, nosso condutor parece cantarolar quando fala aos seus. Em defesa da oralidade, os cearenses se orgulham dos dialetos e gírias características da cultura local: ispritado, ome, mue são exemplos simples do quanto a gramática tradicional precisa ser adequada ao cotidiano da maioria dos brasileiros – ainda mais quando se fala de Nordeste: êta povo criativo!

Na paisagem que domina os reflexos pela janela do ônibus imperam retratos da seca x verde: ao lado de árvores da caatinga, palmeiras, em especial, coqueiros e lagos enormes parecem bradar em nome da chuva dos últimos tempos, enchendo cisternas e fazendo renascer tantos rios intermitentes que cortam a região. Casas que lembram os templos budistas em sua arquitetura quadrangular e placas “VENDE-SE” ofertam produtos como queijo e caju, fertilizando pensamentos sob olhares curiosos.

No decorrer do CE, eis que a chuva chega junto conosco. E para chegar a Icaraí, o pedágio anuncia: estamos do outro lado da cidade! Por aqui, os traços indígenas são claros: pele bronzeada, cabelos pretos e fios lisos, mas também presença de estrangeiros com sua pele e olhos claros demonstrando a presença marcante da mestiçagem. Prédios históricos convivem com esgotos a céu aberto e lixo, observações comuns das grandes cidades. Shoppings, MC’ s etc insistem num Capitalismo disseminado pelo mundo. No ritmo acelerado, pizzas e massas em geral são servidos como paliativo para fome de alguns, sem os ingredientes suplementares que dão um gostinho especial. Na Avenida Monsenhor Tabosa, a fama do comércio fortalezense se reafirma por meio de promoções que chamam os visitantes para as compras a preços baixos: sandálias, roupas, bolsas com até 50% de desconto. Diante de todo esse desenvolvimento, a magia das praias consegue acalmar espíritos ansiosos pelo novo. Novo reformulado diante da experiência de mais uma viagem. Desbravando um Nordeste ainda desconhecido...

O tempo agora é quente, e sob um sol forte passeamos pela capital do Ceará.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

29 de setembro – Missa de São Miguel das Figuras









Registros de uma viagem que apaixona


29 de setembro de 2009. Amanhece, mas o dia começa sob uma aparência nublada e fria. Às 07:40, desço para o encontro do 4 rodas que me levaria às ruínas das Figuras, comemorando hoje os festejos do Santo dos Garimpeiros: São Miguel das Figuras. O lugar foi construído estrategicamente entre os municípios de Jacobina, Caém, Saúde e Mirangaba. Em meados do século XVIII, a Igreja foi levantada como um marco do povoamento, servindo, ainda, de referência da corrida pelo ouro, da qual Romão Gramacho Falcão foi o grande desbravador. Segundo relatos dos nativos, o barão possuía cerca de duzentos escravos, sendo estes, os protagonistas da construção da Igreja de Pedras. Para alguns, é impossível um ser humano levantar tamanho peso: “só pode ter sido algum pacto”, desabafam. Atualmente a maioria desses moradores não mais reside em povoamentos ao lado das ruínas, mas a alguns quilômetros de distância. Mais próximos da cidade, no entanto, permanentemente ligados à história local.

Para chegar até às ruínas, não bastam pés ou patas: é preciso muita fé e determinação, o que é reforçado pelo perfil dos personagens no interior do 4 rodas: entre eles, irmã Alzira e Pe. José, austríaco que trabalha na região há mais de trinta anos. Diante do sentimento de inconformismo daquela em virtude de partidarismos tão regionais, este ressalta a necessidade de que o "sentimento não pode parar", e já que a luta continua, abrimos caminho por entre motos e animais de carga, que, concomitantemente, sobem as montanhas num abre e fecha de cancelas harmonioso. As conversas sobre movimentos sociais, sociedade civil organizada, preservação ambiental, importância cultural, desbravamento da história in loco são interrompidas quando vemos um veículo estacionado no topo da serra à esquerda, num caminho aparentemente aberto como ponto de estudo para possível exploração de minério. Mais à frente avistamos um senhor de muletas sentado numa grande pedra, ao lado de dois veículos que não conseguiram escalar as serras íngremes - e as facilidades são muito maiores, se comparadas há outros tempos. Pe. José, sentado no banco da frente, ao lado do motorista, também ativista social, narra o episódio da vinda do diretor e engenheiro do IPHAN em 1980: “um não aguentou subir, o outro chegou as ruínas, se encantou pelo local e sua história, mas, no final da conversa, ambos alegaram que o difícil acesso atrapalharia qualquer obra de restauração”. 29 anos se passaram, e nenhum avanço quanto ao tombamento da Igreja, apenas discussões corriqueiras sem engajamento real do poder público... entre as alternativas listadas, surge a articulação entre os gestores das quatro cidades, em parceria com o governo do estado e a União.

Pelo caminho de sol a pino, duas ou quatro rodas tecnológicas convivem lado a lado com cavalos, jumentos, cachorros e pernas suadas em sua meta: assistir à missa às 10:00h. Para alguns grupos, beber, comer e jogar conversa fora talvez seja mais importante do que calar-se, ouvir e avaliar opiniões alheias. Pelas frestas da Igreja, observamos o lixo que aos poucos se acumula: latinhas, sacolas plásticas, vidros, e nos perguntamos: “onde está a consciência ambiental?” Outro grande desafio a se atingir! Logo, iniciamos um mutirão para recolher pelo menos parte dos resíduos descartados naquela manhã clara, límpida e tão envolvente.


Estudiosos, pesquisadores, religiosos e desbravadores também marcam presença na Missa de São Miguel das Figuras: cariocas sentem-se encantados pelos resquícios que escondem tanto do passado (mesmo degradados por elementos naturais ou intervenção humana): missões, exploração de ouro, aldeamentos indígenas e quilombolas, laços de família e de irmandade. Por aqui ainda se costuma chamar os conhecidos de “cumpadres” e “cumadres”; agradar o visitante com cachos de bananas, uma das especiarias do lugar, é ação rotineira dos nativos tão hospitaleiros desta terra de riquezas.

Após a missa, a famosa farofa é repartida entre os visitantes, ao lado de geladinhos vendidos por nativos que em seu caçuá, trouxeram o ganha pão, ainda que para isso "precisem" deixar parte de seus produtos descartada nas gramas das ruínas, alegando excesso de peso. Os mais antigos insistem em lembrar imagens guardadas na memória, ou em cantos dos casebres de Coqueiro, Barrocão, e municípios vizinhos. “Fui padrinho desse casamento que o padre está citando”, afirma um senhor de cabelos grisalhos e blusa azul celestial que se encontrava ao meu lado durante o sermão. Nos palcos alternativos, “bebedeira” e muito samba embalado ao som de pífanos, conversas e projetos discutidos diante do encontro de vozes plurais.

A construção da Casa de Apoio foi citada através da leitura de uma carta de quem já esteve no local e não se deu bem diante das poucas alternativas estruturais. Cena que acabamos de constatar através da vertigem de uma senhora por conta da alta temperatura: a céu aberto, o que sobrou da Igreja serve de abrigo durante as horas destinadas a celebrações e festividades. Faça chuva ou faça sol, as sombrinhas são companheiras fiéis dos que insistem em superar os próprios limites. Tanto é que na direção do altar, o colorido delas se mistura aos arranjos e acessórios postos ali: bandeira do Brasil e imagens santificadas, sob uma pequena cruz de madeira.



Na volta para casa, escolhemos o caminho de Santa Cruz do Coqueiro, onde as formas esculpidas nas pedras filosofais dão vida à criatividade. Senhoras e senhores mais parecem jovens com tanta disposição. A vontade de vencer os transforma em guerreiros, heróis do dia-a-dia, desmistificando as limitações físicas pelo desenvolvimento profundo do campo espiritual. As crianças, por sua vez, reclamam, clamando por avistar o ônibus que nos levaria de volta para Jacobina. As narrativas sobre descobertas contemporâneas de caixões de ouro enterrados há anos debaixo da terra das Figuras são recorrentes. Durante, aproximadamente três horas na trilha de volta para casa, lembramos de um passado que se foi, mas permanece vivo para os herdeiros deste lugar. Uma Oca abandonada, possivelmente pelos nossos antepassados indígenas, é referida como a Pedra Escrita, na qual os nativos deixaram marcas de uma civilização.

De bocas secas, todos clamam por gotas de água, após horas de caminhada sobre a areia - por vezes esbranquiçada, noutras enegrecida - rodeados por uma paisagem única em sua magia, afinal, estamos na rota das Figuras de Pedras, lapidadas por toques meramente naturais - não é à toa que pedreiras se instalam no local em prol do enriquecimento pela extração. No trajeto, cânticos religiosos e enraizados na cultura popular embalam corpos já em movimento pelo sacudir das subidas e descidas de chão batido. A primeira parada, antes de seguir pela estrada afora, é em Santa Cruz para hidratar os corpos cansados, no entanto, energizados com boas idéias a partir da troca de experiências.
Às 18h, estacionamos na Cidade do Ouro, ironicamente qualidade que se refere ao recurso ainda hoje explorado, porém, levado das mãos de garimpeiros solitários às grandes multinacionais exploradoras. Todos já sentem saudades e dizem: "até à próxima, se Deus permitir!" Indagando quando acontecerá o evento seguinte nas ruínas de encantamentos e surpresas.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

"E é morrendo que se vive para a vida eterna"...


Rodrigo: o amável indescritível, aquele que acima de tudo soube ser amigo dos amigos.

Sua sede de saber produziu e solidificou uma expressiva gama de conhecimentos; e tudo com ele se foi. Contentamo-nos com as lembranças de o quanto isso lhe fazia bem e com a certeza de que isso, também, nos serve de inspiração.

"Eu quero, eu vou, eu sei": um decidido! Esse sim nunca teve medo de suas escolhas, não importando o quanto onerosas fossem as consequências.

O lugar de seu primeiro encontro com a Geografia, o encantamento pela ciência o tornou um "geógrafo de coração". Sim, é uma questão de IDENTIDADE, aliás, como ele sabia sobre isso!

No primeiro semestre conheceu a Comunidade de Sete Casas, amou tanto este Lugar, as pessoas e estes se tornaram o seu primeiro e único objeto de estudo. Quantos livros interessantes ele conquistou e quantos outros pretendia agregar ao seu acervo.

Um carinho disfarçado, admiração não confessa, ele era assim, não precisava dizer nada para compreendermos a verdadeira intenção do seu coração.

Expressivo! Talvez, em alguns momentos, lhe faltassem as palavras que sabiamente eram substituídas pelas famosas gírias sem comprometer em nenhuma medida o sentido geral das coisas.

Um destemido: conhecedor dos seus direitos, um sonhador, e, porque não dizer, um revolucionário nos moldes do seu tempo. A sua incessante busca pelo diferente, embora soasse pretensioso, nada mais era do que a busca por se livrar do sistema que nos aprisiona, matando os nosso sonhos, a nossa e o Q, que temos de gênios.


" RASTAFARI, se desligando desse sistema

e da coisa imunda que nos envenena

e que adultera a nossa sina".


Tomara que a semente de suas idealizações nos desperte para uma vivência concreta neste planeta que nos abriga e suporta por um tempo, e que num dado momento, de surpresa, nos obriga a dar ADEUS!


Homenagem de seus amigos do curso de Geografia, semestre 2006.1, UNEB, Campus IV, Jacobina/BA.

domingo, 30 de agosto de 2009

MARESIA


Languidez:
Expressividade contida
Esperança ferida
Opções atingidas


Solução:
Desejo exteriorizado
Paixão reacendida
Sorte lançada!